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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Falta de vagas nos cemitérios públicos da região preocupa Igreja Católica

A falta de vagas nos cemitérios públicos de todo o Brasil é uma realidade e aqui na região da Grande Florianópolis não é diferente.
Na Capital, por exemplo, nenhum novo cemitério foi construído nos últimos 20 anos. E a situação tem se agravado pois a qualidade de vida atrais cada vez mais pessoas para a região. No ano passado, a cidade foi a que mais cresceu entre as capitais das regiões Sul e Sudeste. A população da Grande Florianópolis ultrapassou 1 milhão de pessoas em 2016.

Uma das soluções para o enfrentamento desse grave problema é a construção de áreas particulares. A inauguração de um cemitério-jardim, em Águas Mornas, pode ajudar a amenizar esse problema, pois vai atender as cidades da região em um raio de até 50km. O Cemitério Parque da Colina de Águas Mornas é um empreendimento com capacidade para 5 mil jazigos, estrutura com salas de descanso, cafeteria, brinquedoteca, além de uma área com 10.632 m² de preservação permanente, onde funcionará um jardim sensorial e um horto botânico.

Preocupada com essa situação, recentemente a Arquidiocese de Florianópolis firmou uma parceria com o Cemitério Parque da Colina de Águas Mornas. Veja o que diz o Arcebispo de Florianópolis – Dom Wilson Tadeu Jönck, SCJ:

- Qual a importância dessa parceria para a comunidade?
É importante, pois a escassez de espaço nos cemitérios que existem, especialmente os públicos, preocupa muito a todos e gera uma grande dificuldade às famílias que necessitam de espaço para sepultarem seus entes queridos.

- Como a Igreja se posiciona diante da falta de vagas nos cemitérios públicos de toda a Grande Florianópolis?
 Lamentavelmente esta é uma realidade e infelizmente pouco é feito para superar a ausência desse serviço por parte dos municípios. É preciso que as comunidades se organizem e exijam dos administradores públicos soluções para tal problema.

- Por que o cemitério é considerado um local sagrado para os cristãos?
De acordo com a Instrução “Ad resurgendum cum Christo”, da Congregação para a Doutrina da Fé, a sepultura nos cemitérios ou noutros lugares sagrados responde adequadamente à piedade e ao respeito devido aos corpos dos fiéis defuntos, que, mediante o Batismo, se tornaram templo do Espirito Santo e dos quais, “como instrumentos e vasos, se serviu santamente o Espirito Santo para realizar tantas boas obras”.

Ainda mais, a sepultura dos corpos dos fiéis defuntos nos cemitérios ou noutros lugares sagrados favorece a memória e a oração pelos defuntos da parte dos seus familiares e de toda a comunidade cristã, assim como a veneração dos mártires e dos santos.

- Qual a posição da Igreja com relação ao sepultamento e à cremação?
A fé na vida eterna fez com que os cristãos sempre cultivassem com muito respeito a memória dos mortos. Desde o início da Igreja se consolidou o costume de rezar pelos fiéis defuntos. Os túmulos dos primeiros cristãos se tornaram lugares de oração, de memória e reflexão. O sepultamento dos mortos se constitui em momento importante na vida da comunidade cristã. Hoje, porém, cada vez mais se adota o costume de cremar os corpos dos defuntos.

Tendo em vista o crescente número de cremação, a Congregação para a Doutrina da Fé emanou uma Instrução a respeito da sepultura dos defuntos e da conservação das cinzas da cremação. Este documento afirma que a Igreja continua a preferir a sepultura, pois evidencia uma maior estima pelos defuntos.

O documento estabelece algumas normas sobre a cremação. 1). Que as cinzas sejam conservadas em um lugar sagrado, especialmente dedicado para este fim. 2). As cinzas não devem ser guardadas em casa. 3). Que as cinzas não sejam divididas entre vários núcleos familiares. 4). Sejam colocadas em lugar com adequadas condições de conservação.
Gostaria de incentivar as paróquias e comunidades que iniciem a construção de lugares adequados para depositar as cinzas dos nossos mortos. Seja um lugar onde se pode reunir para rezar e cultivar a memória dos fiéis defuntos.

O cemitério-jardim
O cemitério Parque da Colina de Águas Mornas quer se tornar um local de visitação para moradores e turistas. Seguindo uma tendência mundial de valorização do espaço de cemitérios-parques como um lugar de meditação e apreciação da natureza, o Parque da Colina foi projetado para ser uma terapia a céu aberto, um lugar onde as pessoas se sintam bem no momento mais difícil da vida, que é dar adeus a um ente querido. A previsão de inauguração é para o mês de maio deste ano.



O Arcebispo
Dom Wilson nasceu na cidade de Vidal Ramos, no estado de Santa Catarina. Cursou Filosofia e Teologia no convento Sagrado Coração de Jesus, e Psicologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma. Foi ordenado sacerdote em 1977 e eleito bispo pelo Papa João Paulo II em 2003, com a sede titular de Gemellae in Byzacena e auxiliar do Rio de Janeiro. Em 2010 foi nomeado pelo Papa Bento XVI para bispo da Diocese de Tubarão. Durante a 49ª Assembleia dos Bispos do Brasil em Aparecida do Norte, em 2011, foi eleito presidente do Regional Sul-4 da CNBB. E em 2011, o Papa Bento XVI o nomeou arcebispo de Florianópolis.

Fonte: Parque da Colina de Aguas Mornas

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