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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pequim está afundando 10 centímetros por ano

O solo já afundou mais de 75 centímetros durante esses oito anos.


Um estudo publicado este mês no jornal científico Remote Sensing mostrou que o solo na capital chinesa está afundando até dez centímetros por ano. De acordo com os cientistas, a principal causa para este fenômeno é o uso excessivo da água subterrânea.

Pequim é a quinta cidade que mais sofre com o estresse hídrico no mundo, com uma demanda muito superior à oferta disponível. Devido às condições geológicas, a maior parte da água usada na agricultura, na indústria e para o uso pessoal vem dos aquíferos. É justamente essa prática que tem sobrecarregado o solo da região.

O estudo, que contou com especialistas da China, Espanha e Alemanha, considerou dados coletados entre 2003 e 2011. As informações foram obtidas por sensores, imagens de satélite e posicionamento global. Os dados dos monitoramentos foram cruzados e os cientistas identificaram que, em algumas áreas, o solo já afundou mais de 75 centímetros durante esses oito anos.

O bairro de Chaoyan, que concentra boa parte dos negócios em Pequim, é o local que apresenta a maior taxa de afundamento. São mais de dez centímetros por ano.

Além de identificar regiões críticas, o estudo descobriu as razões para este cenário. Os baixos níveis das reservas de água subterrânea são os principais motivos, mas o tipo de aquífero, a localização de bombas de água e a espessura do solo também estão relacionados ao problema.

O afundamento parece não ser um problema apenas de Pequim. De acordo com o estudo, outras 45 cidades chinesas apresentam situações parecidas. No entanto, na capital, devido à alta densidade demográfica e à grande atividade industrial, os índices são mais alarmantes.

Para tentar impedir que o afundamento fique ainda pior, o governo aprovou um plano para limitar o consumo de águas subterrâneas e novos monitoramentos de solo. Além disso, a China tem investido em novas redes de transmissão de água, para levar os recursos de outras áreas até Pequim.

Fonte: Ciclo Vivo

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