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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Cientistas desenvolvem bateria de lítio-ar mais eficiente

Um novo tipo de produto químico pode fornecer energia para as baterias de lítio-ar – que há muito tempo sofre obstáculos tecnológicos – o que pode contribuir para a criação de um produto capaz de fazer frente à gasolina nos carros, disseram investigadores nesta quinta-feira (29).

As baterias recarregáveis têm sido há décadas – a bateria de íons de lítio que alimenta muitos dispositivos móveis fará 25 anos em 2016 – mas expandir essa tecnologia para os automóveis tem se mostrado difícil.

Pesquisadores passaram anos procurando uma espécie de bateria conhecida como lítio-ar, ou lítio-oxigênio, que poderia fornecer 10 vezes mais energia e, possivelmente mais densidade de energia suficiente para comparar com a gasolina, mas elas também têm sido alvo de problemas práticos.

Enquanto uma bateria de lítio-ar definitiva permanece pelo menos a uma década de distância, pesquisadores da Universidade de Cambridge dizem ter patenteado uma tecnologia que supera alguns dos principais obstáculos.

A principal autora da pesquisa, Clare Grey, professora de química na Universidade de Cambridge, disse que “a conquista significativa” de sua equipe vem fazendo progressos rumo à alta capacidade “já que levamos a eficiência para números que competem com a tecnologia de lítio-íon atual”.

Como a tecnologia ainda está em fase de laboratório, não é possível compará-la diretamente com as tecnologias disponíveis atualmente, disse a cientista.

Mas a mais recente abordagem mostrou um aumento da eficiência energética de até 93%, e faz isso usando um produto químico diferente do utilizado nas tentativas anteriores: empregando hidróxido de lítio (LiOH) em vez de peróxido de lítio (Li2O2).

A demonstração foi feita com um “eletrodo de carbono altamente poroso, ‘fofo’, feito de grafeno (incluindo folhas de carbono de um átomo de espessura) e aditivos que alteram as reações químicas no trabalho na bateria, tornando-a mais estável e mais eficiente”, explica um comunicado da Universidade de Cambridge.

O resultado é mais um passo no caminho rumo a uma bateria mais prática e eficiente, disse Grey.

“Estamos empolgados com a substância química, mas também temos um monte de trabalho a fazer, em especial para compreender os mecanismos dessa química e otimizá-la e trabalhar para chegarmos o mais perto possível de um sistema de maior eficiência”.

O artigo foi publicado na revista norte-americana Science.

Fonte: UOL

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