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segunda-feira, 20 de abril de 2015

Capacidade instalada de energia eólica deve crescer 62% até o final de 2015

Energia eólica se destaca na matriz elétrica brasileira, e é a fonte que mais cresceu nos primeiros meses de 2015


A participação da energia eólica na matriz brasileira deve continuar em forte crescimento. A capacidade instalada eólica no Brasil pode alcançar 7.904 MW até o final de 2015. A fonte terá expansão de 62% em comparação ao ano de 2014, com acréscimo de 3.016 MW.

A energia eólica se destaca na matriz elétrica brasileira, e é a fonte que mais cresceu nos primeiros meses de 2015. Entraram em operação comercial de janeiro a março deste ano 781,4 MW em novos empreendimentos eólicos, o que representa 49% do total de 1.594,2 MW de energia nova que entrou em operação no primeiro trimestre de 2015.

Somente em março, foram adicionados 177,6 MW de energia eólica à capacidade instalada brasileira, 34,9% de toda a energia nova que entrou em operação comercial naquele mês.

Em um ano, a capacidade instalada eólica brasileira cresceu 133%. Em março de 2015, 5.703 MW instalados de geração de energia eram oriundos de fonte eólica na matriz brasileira, contra 2.441 MW instalados em março de 2014.

Leilões

Os projetos eólicos também são destaque nos leilões de energia marcados para este ano, com 24.371 MW de potência cadastrada.

Segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o Leilão de Fontes Alternativas 2015, que acontece em 27 de abril, recebeu cadastro de 530 projetos de energia eólica, que totalizam 12.895 MW. Já o Leilão A-3, marcado para o dia 24 de julho, recebeu 475 empreendimentos, que somam 11.476 MW.

Para novembro deste ano, ainda está previsto o 2º Leilão de Energia de Reserva de 2015, que contribuirá ainda mais para o crescimento da energia eólica no País.

Aproveitamento da energia eólica

Entre os países de maior geração eólica, o Brasil é o que tem o maior fator de capacidade, que aponta o aproveitamento do vento para gerar energia (é a relação entre o GWh gerado e a potência instalada, ao longo e um ano).

A informação consta no boletim “Energia Eólica no Brasil e no Mundo”, produzido pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético (SPE) do Ministério de Minas e Energia., divulgado em dezembro de 2014.

Fonte: EcoDebate

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