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sábado, 30 de março de 2013

A maternidade responsável

 




Ana Echevenguá


Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da maternidade/paternidade responsável, o planejamento familiar é decidido livremente entre o casal, devendo o Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito.

O crescimento da população é um dos graves problemas que afetam negativamente o meio ambiente. Os adeptos do pensamento clássico malthusiano – defendido por Thomas Robert Malthus, economista inglês que tratou das condições econômico-sociais da Inglaterra entre os séculos XVIII e XIX, realçando aspectos demográficos e econômicos - pregam a necessidade de um crescimento da população adequado aos limites dos recursos naturais.

A gestação – tempo decorrido da concepção até a gravidez - não é doença como pensam as mulheres despreparadas e temerosas. Trata-se de um processo natural, social e ecológico que envolve sexualidade, transformação e amor para os seres humanos de todos os sexos.

Neste período, é imprescindível suporte técnico e emocional. E exige profunda aprendizagem além de auto-conhecimento. A mulher deve usufruir deste momento, buscando informação segura sobre as transformações a que está sujeita porque novas portas serão abertas. Ela dará à luz um novo ser que precisará ser habilitado e preparado para o cotidiano. E será a grande responsável pela formação de um sistema integrado que estabelecerá os laços afetivos entre ela e o filho.

Tudo isso porque vivemos na época da hipervalorização do afeto, da amizade, da compreensão. E todo o comportamento depende de fatores tanto orgânicos como socioambientais.

A relação mãe-filho é a relação de um par e não a de dois indivíduos isolados. A maternidade torna-nos mais responsáveis. Traz-nos a consciência de que temos que encarar o mundo com outros olhos e cuidarmos do planeta para garantir a sadia qualidade de vida à prole.

Após a concepção, a mulher/mãe tem nove meses de espera e de aprendizado. Este é tempo que a natureza entendeu suficiente para proporcionar ao novo ser um desenvolvimento sadio.

O corpo feminino que, neste período, é o lugar ideal para o crescimento do bebê precisa ser bem tratado.

Além disso, na gestante, os instintos sociais humanos tornam-se mais aguçados, em especial, o maternal.

Por isso, a mulher, no curso de sua gestação, precisa adquirir novos conhecimentos, saber como agir de ora em diante.

É preciso aprender a ser mãe. Um filho é para sempre... e não vem com manual de instruções!


* Ana Candida Echevenguá, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental e em Direito do Consumidor. Presidente da Academia Livre das Águas e do Instituto Eco&Ação, nos quais desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: ana@ecoeacao.com.br.



Filhos – um eterno estado interessante







(obs.: escrevi este texto em 2005).


Ana Candida Echevenguá*


                   O professor e psicanalista da infância e adolescência e professor José Ottoni Outeiral, do Rio Grande do Sul, disse que um adolescente contagia os demais membros da casa e todos adolescem junto, aprendendo um pouco sobre si mesmo.

E a gravidez? “Contamina” as pessoas próximas à gestante? Todos comungam desse processo? Com certeza! O grande poeta Luis Gonzaga Junior (Gonzaguinha) explica isso com os seguintes versos: "Grávido, porque será que um homem não pode querer estar, estando sempre ávido por entender em si a semente que ele vê na barriga daquela rapariga que passa em estado interessante. (...) Mãe, como seria ter o filho, saber passo a passo, da geração à alegria do parto".

O contágio vai além da figura paterna. A família e os amigos ficam em festa porque um bebê é sempre bem-vindo. “Uma criança não ameaça ninguém. É só vida, inocência e ternura. Mais que ajudar a outros, ela precisa ser ajudada e acolhida”, segundo o teólogo Leonardo Boff que, no seu artigo “Espírito de Natal” foi agraciado na escolha destas palavras: "Cada vez que nasce uma criança, é prova de que Deus ainda acredita na humanidade. Deus acreditou tanto que quis nascer criança frágil, com os bracinhos enfaixados para não ameaçar ninguém”.

“Se você reparar nos cuidados que uma cadela despende à sua cria, vai visualizar que mesmo angustiada com a possibilidade da perda e o cansaço do parto, ela continuará reunindo potências para salvar os filhotes em perigo. É esse instinto maternal que podemos desenvolver para brigar por sonhos e metas”. Estas palavras são do psicanalista Roberto Shinyashiki, em seu artigo “Ingredientes para o sucesso” no qual ele orienta sobre a canalização das emoções para obter maior produtividade na vida profissional.

Se aguçar o instinto maternal ajuda, até nas relações de trabalho, o que estamos esperando para colocar isso em prática?

Pesquisei sobre o tema porque serei avó no final de maio de 2005. E este estado interessante e inusitado de “voternidade” está me levando a reflexões sobre o futuro. Sérgio Antunes de Freitas, responsável pela página http://www.reforme.com.br/kitnet, em seus momentos filosóficos, disse-me que “a voternidade está para a maternidade, assim como a palavra voterna está para a palavra materna. Tudo lógico e transparente”.

E separando algumas sílabas, ficou assim: vó terna. É assim que me sinto: cheia de ternura e me policiando  para respeitar a maternidade da gestante embora a  vontade primeira seja colocar o bebê debaixo do braço, tão logo nasça, e tomar conta até que ele esteja plenamente capaz para os atos da vida.

                  Assim como Gonzaguinha, estou curiosa e preocupada com a semente que vejo crescer no útero de minha filha.

                  Embora minha alma esteja em festa, perguntas povoam meus dias:

                  - Que mundo recepcionará minha neta Ana Carolina?

                  - A que recursos naturais ela terá acesso se estamos destruindo nosso planeta? Você sabia que uma espécie viva desaparece a cada treze minutos em virtude do estilo de vida depredador e consumista que nos é imposto? O cientista Norman Myers afirma que, no Brasil, extingue-se quatro espécies vivas por dia.
Não sei.

                  Mas, procuro fazer a minha parte: trato o mundo que me cerca como se ele me fosse emprestado; e com a certeza de que preciso devolvê-lo em ótimo estado, para que as futuras gerações possam usufruir da mesma sadia qualidade de vida que usufruo agora.


* Ana Candida Echevenguá, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental e em Direito do Consumidor. Presidente da Academia Livre das Águas e do Instituto Eco&Ação, nos quais desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: ana@ecoeacao.com.br.
sexta-feira, 29 de março de 2013

EUA anunciam normas mais rigorosas para conter poluição de carros


Autoridades americanas anunciaram nesta sexta-feira (29) normas mais rigorosas sobre emissões dos veículos e a concentração de enxofre na gasolina, como parte dos esforços para reduzir a contaminação atmosférica.

As novas normas propostas pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) demandarão uma gasolina com baixíssimo teor de enxofre, bem como um controle maior das emissões nos canos de descarga de carros e caminhões leves.

"As normas propostas reduzirão os níveis de enxofre na gasolina em mais de 60% até 10 partes por milhão (ppm) até 2017", diz comunicado da EPA.

"A proposta está desenhada para ser implementada no mesmo âmbito temporário da fase seguinte do programa nacional da EPA para reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEE) por parte dos automóveis e caminhões leves a partir de modelos do ano 2017", acrescentou.

O governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou que a proposta causará o aumento de um centavo de dólar no preço do galão (3,78 litros) de gasolina de venda ao consumidor.

Mas os críticos dizem que os custos serão mais altos, com estimativas que vão de seis a nove centavos de dólar a mais por galão.

"Com o galão da gasolina a US$ 4 [cerca de R$ 8,1] em muitas partes do país, não podemos nos dar ao luxo de políticas que subirão os preços do combustível", disse o presidente do Comitê de Energia e Comércio da Câmara de Representantes, Fred Upton, um republicano de Michigan, no norte do país.

Os esforços maciços de manipulação das empresas petroleiras para atrasar as normas fracassaram, segundo os meios de comunicação americanos.

Os altos níveis de enxofre na gasolina produzem mais contaminação e geram uma fumaça tóxica (smog) e fuligem no ar. Os defensores da nova norma saudaram a decisão como um passo crucial no segundo mandato de Obama.

As novas normas poderiam ser "a política de contaminação do ar mais importante que o presidente Obama adotará em seu segundo mandato", disse William S. Becker, diretor executivo da Associação Nacional de Agências de Ar Limpo, ao jornal The Washington Post.

"Não há outra estratégia de controle da contaminação do ar que conhecemos que gere uma redução das emissões tão substancial, rentável e rápida", acrescentou.

As normas propostas serão publicadas no Registro Federal, após um período de comentários públicos.

Fonte: Uol Notícias

Balsa vira e derrama composto asfáltico no Rio Negro


Manaus, AM – Uma balsa carregada de Composição Asfáltica Primária, utilizada para a produção de asfalto, tombou em um porto privado, em Manaus, provocando o derramamento do produto no Rio Negro. Dois tanques caíram na água, cada um com 30 mil litros. O conteúdo de um deles vazou para as águas do rio. A retirada do derivado de petróleo da água está sendo acompanhada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) e deve durar até a próxima segunda-feira.

O acidente aconteceu na manhã da terça-feira (26) e foi descoberto pelo Batalhão Ambiental da Polícia Militar, que mantém uma base flutuante a poucos metros do local do derramamento.

Funcionários da empresa afirmam que a balsa se chocou contra rochas no fundo do rio, causando uma rachadura no casco. Com a entrada da água, a embarcação virou e derrubou 2 dos 4 tanques que carregava. Segundo informações do Ipaam, a empresa Chehuan tem licença ambiental para transporte do produto, mas não a tinha para fazer o transbordo da carga naquele local.

O Ipaam deu prazo de 30 dias para a empresa apresentar um relatório conclusivo sobre as causas do acidente e a comprovação de destinação do produto retirado da água. Ela terá também que recolher os tanques afundados e providenciar a limpeza de barcos atingidos pela mancha do produto.

De acordo com o instituto, a empresa tomou medidas emergenciais de contenção. A mancha de derivado de petróleo sobre a água media, segundo o Ipaam, cerca de 900 metros quadrados (equivalente a um quadrado de 30x30 metros). Mas esta informação não leva em conta que parte do produto escapou da contenção e foi levada pela correnteza do Rio Negro. O material derramado, Composição Asfáltica Primária, é inflamável e bastante aderente. Para remediar a situação, o Centro de Defesa da Amazônia, da Petrobras, foi acionado.

A Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema) está investigando e já ouviu os responsáveis pela Chehuan. Só após uma perícia, segundo a delegacia, será possível determinar responsabilidades e penalidades pelo acidente.

Fonte: O Eco

Gafanhotos ameaçam alimentos de 60% da população de Madagascar




Uma grande nuvem de gafanhotos invadiu a Ilha de Madagascar, no Oceano Índico, ameaçando acabar com os alimentos disponíveis para cerca de 60% da população do local, onde vivem cerca de 22 milhões de pessoas.

O alerta foi feito pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Em nota, a FAO alertou que 60% da lavoura de arroz, o principal alimento do grupo étnico malgaxe, corre o risco de ser eliminada pelos bilhões de insetos.

O órgão disse que metade da ilha na costa leste da África está tomada pela praga e que é preciso uma operação de três anos para controlar os gafanhotos. Entretanto, por ora não há verbas para implementar o plano.

A entidade estima que são necessários US$ 22 milhões (R$ 44 milhões) com urgência, até junho, para lançar a primeira parte do plano, e mais US$ 19 milhões (R$ 38 milhões) nos dois anos seguintes para combater a praga de vez.

Fonte: G1

São Paulo deve ter 400 km de vias para bikes até 2016




Conforme prevê a Lei Orgânica do Município de São Paulo, o prefeito Fernando Haddad apresentou na terça-feira (26) seu Programa de Metas 2013-2016, com 100 aspirações que pretende alcançar nos próximos três anos. Entre elas, está a implantação de uma rede de 400 km de vias cicláveis na capital paulista.

De acordo com o documento, a instalação das vias para bikes – como ciclovias e ciclofaixas permanentes – será acompanhada de um plano que prevê:

- melhorias na sinalização;
- aumento do número de estacionamentos para magrelas;
- ampliação do sistema de empréstimo de bicicletas;
- melhorias na qualidade dos passeios públicos e
- investimentos em comunicação, para conscientizar os motoristas a respeito da importância de uma convivência harmônica com os ciclistas.

Atualmente, de acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a cidade de São Paulo possui 241,4 km de malha cicloviária, formada por ciclovias, ciclofaixas permanentes e de lazer e rotas de bicicleta.

O setor de mobilidade urbana – que, segundo Haddad, será uma das prioridades do seu governo, ao lado das áreas de saúde, educação e habitação – ainda conta com outras metas para o ano de 2016, como a implantação de 150 km de faixas exclusivas para ônibus e a liberação do funcionamento do transporte público municipal durante 24 horas por dia.

Fonte: Planeta Sustentável

Ambientalistas dos EUA advertem sobre venda irregular de pesticidas

Milhares de pesticidas circulam no mercado americano apesar de não terem sido aprovados em rigorosos testes de segurança, colocando em risco a saúde de pessoas, animais e insetos polinizadores, como as abelhas, alertou um grupo de ambientalistas dos Estados Unidos nesta quarta-feira (27).

O Conselho de Defesa de Recursos Naturais culpou uma lacuna regulatória no Congresso que data de 1978 e permitiu à Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) aprovar mais de 10 mil pesticidas com a realização de testes mínimos.

Este “registro condicional” foi estabelecido para casos específicos, como o aparecimento de doenças ou crises de saúde pública, mas na prática foi aplicado em 65% dos 16.000 pesticidas do mercado. “Um dos problemas que também descobrimos foi que o banco de dados da EPA

está caótico”, afirmou Mae Wu, advogada do Conselho Nacional de Proteção Ambiental, que participou da investigação nos últimos dois anos.

“Não estavam seguindo em absoluto os procedimentos corretos de registro”, acrescentou, em declarações à imprensa, ao observar que o público nunca esteve envolvido no processo de seleção e que os pesticidas temporários ficavam relegados a “buracos negros”.

Revisão de pesticidas – O Conselho mencionou dois produtos que chegaram ao mercado sem ser submetidos a testes de toxicidade: um bactericida conhecido como nanosilver, usado em tecidos e vestuário, e o pesticida clotianidina, que ameaça as abelhas.

O grupo pediu à EPA que revise os pesticidas registrados, revogue a aprovação do nanosilver e da clotianidina, além da formação de uma base de dados de pesticidas autorizados, acessível ao público.

A agência ambiental norte-americana respondeu em um comunicado que está “trabalhando intensamente para proteger as abelhas e outros polinizadores dos pesticidas perigosos através de uma regulamentação, do trabalho de voluntários e de programas de pesquisa”.

A EPA também está ‘acelerando o calendário para revisar os pesticidas neonicotinoides devido às incertezas em torno destes e ao desconhecimento de seus potenciais efeitos nas abelhas’, disse. 
 
Fonte: G1

Aquecimento global reserva futuro amargo para chocólatras




A Páscoa se aproxima e, para muitos chocólatras, esse pode ser um momento mágico para se deliciar com a guloseima sem peso na consciência.

É bom aproveitar, enquanto dá. Este doce milenar pode estar em risco com o aquecimento global. Calma, o chocolate não deve sumir da face da Terra, mas poderá sofrer com escassez na produção e alcançar status de artigo de luxo.

Atualmente, dois terços de todo cacau produzido no mundo vem de dois lugares, Gana e Costa do Marfim. O problema é que o cultivo do cacau – como de demais produtos agrícolas – é sensível à variação de temperatura e ao clima. Segundo um estudo do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT, na sigla em espanhol), na Colômbia, a elevação de 2 a 3 graus Celsius na temperatura do planeta – o que segundo os cientistas, deve acontecer dentro de 50 anos, se não forem mitigadas as emissões globais de CO2 – pode causar danos irreversíveis nessas regiões-chave de cultivo da fruta.

O estudo observa que a escassez de cacau pode afetar a demanda levando a um aumento do preço. Para os agricultores da África, onde a produção de cacau emprega mais de 6 milhões de pessoas, a perda de áreas agrícolas representaria sérios problemas econômicos, com impacto para comunidades inteiras constituidas em torno da produção desta fruta desde tempos coloniais.

Chocolate geneticamente modificado? – Em 2010, a gigante Mars lançou um projeto para decodificar a estrutura genética do cacau. A pesquisa, realizada em colaboração com a IBM e o Departamento de Agricultura, visa melhorar a produção desta planta e tornar a indústria de chocolate mais resistente a pragas, doenças e falta de água causada pelo aquecimento global.

Os resultados preliminares foram lançados no site Cacaogenomedb.org, que possui um banco de dados do genoma. Mas como tudo que envolve organismo geneticamente modificados, se os pesquisadores chegarem a uma variedade ultra resistente às ameaças do clima, será preciso ainda muito tempo até aprovação e comercialização mundial do supergrão.

Fonte: Exame.com

Brasileira recebe prêmio da Unesco por estudo com moléculas de água




A física brasileira Marcia Barbosa recebeu nesta quinta-feira (28) um dos cinco prêmios L’Oréal-Unesco 2013 para Mulheres e Ciência, por sua descoberta de uma anomalia na água “que poderá levar a uma melhor compreensão do mecanismo de dobramento de proteínas, essencial para o tratamento de certas doenças”.

O prêmio, que foi criado em 1998 e oferece US$ 100 mil (R$ 200 mil) para cada ganhadora, busca reconhecer e promover mulheres da área científica, sob a premissa de que “o mundo precisa de ciência, e a ciência precisa das mulheres”.

Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marcia chegou a esse resultado de maneira indireta, quando analisava o DNA com fins curativos. A física se deu conta de que a água apresentava algumas anomalias em seu comportamento que deveriam ser levadas em conta no estudo, já que repercutiam no resultado final. Ela, então, começou a investigar essas variações e a influência da temperatura e da pressão do líquido sobre o modelo.

“Nosso ponto de partida foi perguntar por que a água tem comportamentos diferentes aos de outros líquidos”, explicou Marcia à agência Efe, citando como exemplo o fato de que, na versão sólida, a água flutua na superfície, enquanto outros elementos, se forem solidificados (como o ferro fundido), afundam.

Assim, a professora se deu conta de que precisava “entender a água para poder entender como operavam as moléculas biológicas e o próprio DNA”, o que segundo ela permitiria “fazer melhores modelos para os sistemas biológicos” e poderia facilitar estudos beneficentes na medicina.

Além da brasileira, foram premiadas a africana Francisca Nneka Okeke, por sua contribuição no entendimento das variações cotidianas das correntes iônicas na alta atmosfera, e a britânica Pratibha Gai, por ter iniciado uma nova técnica de visualização das reações químicas dos átomos.

Também receberam prêmios a japonesa Reiko Kuroda, “pela explicação da diferença funcional entre moléculas ‘canhotas’ e ‘destras’”, e a americana Deborah Jon, por ter conseguido esfriar as moléculas até que pudessem ser observadas reações químicas lentas.

A diretora geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Irina Bokova, destacou em seu discurso as cinco cientistas “excepcionais” que, segundo ela, mostram que “a excelência na ciência não está reservada aos homens”.

Irina lamentou, no entanto, que as mulheres representem menos de 30% dos físicos, engenheiros e cientistas em todo o mundo, e ocupem apenas 12% dos postos de tomada de decisões relativos à ciência nas universidades e no setor privado.

“As regras do jogo são feitas pelos homens”, disse Marcia Barbosa, para quem o estereótipo de “pessoa agressiva” dos cientistas não se ajusta às mulheres, “que fogem de beligerâncias e esperam que alguém as promova”, em vez de impor sua candidatura.

O prêmio dela e os das outras quatro mulheres elevam para 77 o número total de cientistas premiadas desde o início dessa iniciativa da Unesco e da L’Oréal, que conta com uma rede de 1.700 pesquisadores de 108 países e um programa de mais de 250 bolsas de estudos anuais

para favorecer a igualdade de gêneros.

Fonte: G1

AM: retirada de óleo que vazou no rio Negro deve terminar na segunda




O trabalho de remoção do óleo que vazou nas águas do rio Negro na última terça-feira deve ser concluído até a próxima segunda-feira. O óleo CAPCM20 – derivado do petróleo e usado para a produção de massa asfáltica, vazou após o naufrágio de uma balsa da empresa Francis José Chehuan.

De acordo com o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), cerca de 15 mil litros do produto vazaram e contaminaram aproximadamente 900 metros quadrados do rio na orla do São Raimundo, próximo a rua Padre Agostinho Caballero Martins, zona oeste de Manaus. Em inspeção realizada ontem por técnicos do instituto, não foram identificadas evidências de mortandade de fauna aquática.

A empresa Francis José Chehuan, que não tem licença para embarque e desembarque de carga no local do acidente, vai ser multada pelas autoridades amazonenses, segundo o Ipaam. O valor da multa será definido na próxima segunda-feira. Na ocasião, a empresa será notificada da obrigatoriedade de apresentar um relatório sobre o acidente e a destinação dos resíduos retirados do rio, no prazo de 30 dias.

De acordo com o Ipaam, a empresa possui licença de operação somente para transporte fluvial de cargas perigosas, mas não para as operações de carga e descarga no porto, no local em que a balsa afundou. A falta da licença será um dos critérios considerados no cálculo do valor da multa a ser aplicada.

A assessoria de imprensa do Ipaam informou à Agência Brasil que logo após o acidente, a empresa providenciou o isolamento da área, o que minimizou os danos. Dois tanques caíram no Rio Negro, mas em apenas um houve vazamento.

Fonte: Agência Brasil

SC: tubarão de dois metros é encontrado morto em Camboriú




Um tubarão morto com aproximadamente dois metros de cumprimento foi encontrado na praia central de Balneário Camboriú, no litoral norte de

Santa Catarina, na noite de quarta-feira. Banhistas que caminhavam pela praia avistaram o animal e acionaram a Polícia Militar Ambiental.

A maré alta pode ter levado o tubarão para a praia, uma das mais movimentadas da cidade.

Os pesquisadores do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) foram chamados para identificar a espécie. De acordo

com o órgão, o animal seria um “juvenil” da espécie tubarão-azul (Prionace Glauca).

O animal é tipicamente oceânico e muito raramente são relatadas capturadas próximas à costa. Quando adulta, esta espécie pode chegar aos

3,5 metros e pesar até 200 kg. Os pesquisadores ainda apontaram que o tubarão estava morto há cerca de 48 horas.

Fonte: Terra
quinta-feira, 28 de março de 2013

A difícil arte de cozer arroz










Ana Echevenguá*


Hoje é meu dia de folga; e decidi preparar o almoço. Lembrei do meu amigo José, do seu genuíno prazer em comer e em preparar arroz... Decidi cozinhar arroz. Comecei com a maior dedicação: escolha da panela, lavagem dos grãos, água, gordura, sal, alecrim...

Pensei com meus botões: por que será que ele gosta tanto de arroz? E mais: por que o arroz é um dos cereais mais consumidos no mundo? Até onde sei, ele é rico em carboidratos e nada mais.

Lá fui eu pra beira do fogão! Mas foi só levantar a fervura na panela e fiquei furiosa! (Mulher à beira de um ataque de nervos na beira do fogão – alguém já viu esse filme?).


Nessa hora, descobri o porquê de não gostar de arroz... é um dos pratos mais complexos e difíceis de fazer; derrama da panela ao cozer; faz uma sujeira danada... e, na hora de ser degustado, não tem gosto algum... lembra-me o "elemento neutro" das regras matemáticas. (Alguém lembra disso?)

Definitivamente, eu e o arroz não formamos uma boa dupla: queimei os dedos ao pegar a tampa da panela fumegando e espirrando água fervente, deixei-a cair no chão... quase queimo o arroz porque não fiquei atenta ao seu cozimento...

Será que é possível mudar isso? Será que dá pra preparar um prato simples, de forma simples e segura? Como é que – sem tragédia - a população mundial consegue colocar arroz no prato diariamente?

Depois que limpei o fogão e acalmei os ânimos, falei com meu amigo José... Tranquilizou-me com sua voz pausada. E, delicadamente, permitiu-me entender que fizera tudo errado. Tudo mesmo! Vejam como ele prepara o seu pratinho de arroz:

“Ferva bastante água, como se fosse cozinhar macarrão.
Junte sal.
Junte arroz e cozinhe por 16 minutos.
Escorra no escorredor de macarrão.
Tempere com sal, azeite ou manteiga.
É só servir. Assim não perdes o amigo e nem o arroz”.

Tão simples! Tão fácil! 


Uma das especialidades do meu amigo é transformar o trivial em extraordinário. Dar sabor diferenciado ao prato cotidiano.

Acho que ele coloca várias pitadas de amor na comida que confecciona...


* Ana Candida Echevenguá, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental e em Direito do Consumidor. Presidente da Academia Livre das Águas e do Instituto Eco&Ação, nos quais desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: ana@ecoeacao.com.br.

Cortem as árvores!!






Ana Echevenguá*

“Plante para o planeta, plante para as pessoas. Plantar árvores é um jeito simples de proteger e apoiar o meio ambiente, a agricultura, o abastecimento de água, o desenvolvimento comunitário e a saúde, bem como o clima mundial. Veja as muitas maneiras como as árvores podem fazer diferença!” - James Tulloch.


Para esse feriadão de Páscoa, sugiro a animação ‘Lórax, em busca da trúfula perdida’ (The Lorax é o título de um livro publicado por Dr. Seuss, em 1971). Trata-se de mais um alerta para o nosso futuro próximo: compraremos ar limpo engarrafado e viveremos cercados por belíssimas árvores artificiais, que não produzem sujeira.

Talvez a historinha colorida e alegre ajude na resposta à pergunta: por que ter uma árvore de verdade, que suja tudo à sua volta, quando pode ter uma árvore de plástico?

Árvores incomodam, atrapalham, são dispensáveis... eu não penso assim. Talvez você também não. Mas, a maior parte dos gestores urbanos pensa assim.


Ah! Não é assim? Claro que é!!... trago alguns exemplos que acabei de ler:

- Porto Alegre/RS – algumas árvores, na região da Usina do Gasômetro, seriam cortadas em virtude das obras de duplicação de uma avenida. Uma decisão liminar1, num processo ajuizado pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente de Porto Alegre, determinou a suspensão temporária da supressão das coitadas.

Não dá pra fazer muita festa porque a coisa é temporária! Mas é uma vitória!

- recentemente, São Paulo/SP anunciou que cortará 333 árvores. Por quê? Porque elas foram catalogadas como um risco para a população e para a rede elétrica”2.

Em uma cidade cujo ar poluído mata cerca de 4 mil pessoas por ano, o prejuízo é enorme. Segundo o médico e professor da Universidade de São Paulo Paulo Saldiva, a poluição atmosférica da capital mata mais do que a AIDs e a tuberculose: “São Paulo tem 28 microgramas de poluentes causadas pela queima de combustíveis por metro cúbico. O limite considerado tolerável pela Organização Mundial da Saúde é de 10 microgramas”3.
E a morte das árvores não ocorre somente nas capitais. Um dia, elogiei as ruas de uma pequena cidade do interior catarinense: enfeitadas com árvores frutíferas. Laranjeiras, limoeiros, limeiras, ... O vice-prefeito da época respondeu-me: “serão cortadas porque vamos asfaltar várias ruas”. 


Estamos em 2013. Século XXI. Por questão de sobrevivência, é imprescindível consagrar, proteger, preservar, defender a vida das mais variadas formas... Mas, nem todos pensam assim. E ainda nos deparamos com discussões (e decisões) que envolvem destruição de floresta e de rios, aborto, eutanásia, ...

 

Pra finalizar, também sugiro que vejam as imagens e textos de 10 boas razões para plantar árvores”, no website da Allianz4.


1 - http://vereadorasofiacavedon.blogspot.com.br/2013/03/justica-determina-suspensao-do-corte-de.html



4 - http://sustentabilidade.allianz.com.br/?1727/10-boas-razoes-para-plantar-arvores



* Ana Candida Echevenguá, advogada e articulista, especializada em Direito Ambiental e em Direito do Consumidor. Presidente da Academia Livre das Águas e do Instituto Eco&Ação, nos quais desenvolve um trabalho diretamente ligado às questões socioambientais, difundindo e defendendo os direitos do cidadão à sadia qualidade de vida e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. email: ana@ecoeacao.com.br.



Justiça nega indenização por danos morais coletivos causados pela desocupação do Pinheirinho




O juiz Luiz Guilherme Cursino de Moura Santos, da 2ª Vara de Fazenda Pública de São José dos Campos (SP), indeferiu ação da Defensoria Pública que pedia uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos causados pela desocupação e retirada de 1,6 mil famílias, em janeiro de 2012, da área do município conhecida como Pinheirinho. A ação foi movida contra o governo do estado, a prefeitura e a massa falida da empresa Selecta Comércio e Indústria, dona do terreno.

Na decisão, da última segunda-feira (25), o juiz afirma que o dano moral, “se houve”, foi aplicado às pessoas que sofreram a atuação abusiva do estado. “E a reparação do dano já está sendo perseguida por aqueles que se sentiram lesados, mediante o ajuizamento, conforme explanado na folha 20 dos autos, de cerca de 1.050 ações indenizatórias individuais, todas patrocinadas pela Defensoria Pública”.

Além da indenização, a defensoria pedia que o estado de São Paulo e o município de São José dos Campos retratassem-se publicamente pela maneira como a desocupação foi feita.

“O reconhecimento pressupõe um ato voluntário. O Poder Judiciário até poderia reconhecer a ocorrência de excessos por parte dos agentes públicos na ação de desocupação do Pinheirinho. Porém, não é juridicamente possível condenar os réus ao reconhecimento de que atuaram com excesso”, disse o juiz na sentença.

A Defensoria Pública de São Paulo solicitou também que um programa voltado para pais e crianças fosse implementado pela prefeitura e custeado pela massa falida da Selecta, para não onerar os cofres públicos.

O juiz indeferiu o pedido. “O ato de desocupação foi executado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo. E os atos tidos como danosos, praticados antes e depois da desocupação envolveram, também, os agentes públicos do município de São José dos Campos. Ou seja, a petição inicial não descreve a prática de atos abusivos por parte da massa falida Selecta, que pudessem ensejar sua condenação ao pagamento de indenização por danos morais”.

Na ação da defensoria, foi pedido ainda que o estado uniformizasse as operações da Polícia Militar em caso de desocupações, implementando um programa de treinamento específico aos policiais envolvidos que aborde o respeito aos direitos das pessoas removidas. Também foi cobrado do município de São José dos Campos um plano de atuação nos casos de desocupações.

O juiz negou novamente. “Não compete, portanto, ao Poder Judiciário, deliberar acerca das normas operacionais da Polícia Militar no tocante aos procedimentos a serem adotados em caso de desocupações. O mesmo se diga em relação à implementação de programa de treinamento específico aos policiais militares .Tampouco é atribuição do Poder Judiciário interferir na esfera do Poder Executivo Municipal para que este apresente um plano de atuação hipotético para os casos de desocupações”.

Fonte: EcoDebate

Vítimas de contaminação por chumbo na Bahia pedem punição de empresários

Associações de moradores e vítimas de contaminação por metais pesados de Santo Amaro da Purificação (BA) querem que o governo federal tome providências para responsabilizar os sócios da empresa Companhia Brasileira de Chumbo pelos danos à saúde dos trabalhadores e habitantes da cidade.

A reivindicação foi apresentada durante audiência pública realizada nesta quarta-feira (27) pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, que discutiu o problema com autoridades e vítimas da contaminação.

Durante 30 anos, a Companhia Brasileira de Chumbo foi uma das maiores produtoras do metal no mundo. A empresa fechou as portas nos anos 90, mas a falta de cuidado ao descartar os rejeitos da produção contaminou a terra e envenenou o rio Subaé, que corta a cidade. Há relatos de mortes de animais e doenças graves de ex-trabalhadores, de seus familiares e de moradores da cidade.

De acordo com o procurador de Santo Amaro, Leandro de Almeida Vargas, o governo federal já tomou algumas providências, como instalar no município um centro de referência para tratamento das pessoas.

O procurador afirmou, no entanto, que é preciso reparação. Segundo ele, a empresa agiu de forma irresponsável enquanto atuou na cidade e continua a atuar no País, hoje sob outra denominação.

“A escória foi jogada de qualquer jeito. Foi jogada nos rios, nos ares. Os filtros das fábricas foram disponibilizados para as crianças brincarem, fazerem de travesseiro em casa. Então, não são os ex-trabalhadores, a população como um todo precisa [de reparação], porque a grande maioria está contaminada”, disse Vargas.

Danos à população
Para o presidente da Associação das Vítimas de Contaminação, Adailson Pereira Moura, dinheiro algum vai poder reparar o que a população tem passado. Ele relatou a dor permanente dos contaminados, a impotência, além das crianças que já nascem gravemente comprometidas pela contaminação de suas mães, como aconteceu com sua neta.

Adailson disse que foi o sofrimento da menina que o levou a retomar a luta pela reparação das vítimas. “É difícil saber que você tem chumbo no sangue e que vai morrer. Não sei o dia, mas sei que minha hora vai chegar porque já enterrei 940 companheiros. Temos 940 viúvas em Santo Amaro”, disse Moura.

O autor do requerimento para a realização da audiência pública, deputado Roberto de Lucena (PV-SP), afirmou que a luta da população de Santo Amaro deve ser encampada pela Comissão de Direitos Humanos. Ele afirmou que a comissão não pode permitir que o problema caia no silêncio e precisa assegurar que a justiça seja feita.

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados também criou um grupo de trabalho para buscar soluções para o problema.

Tumulto
A audiência pública começou com a presença de manifestantes no Plenário da Comissão de Direitos Humanos, a favor e contra a permanência do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da comissão.

Para evitar tumulto, Feliciano suspendeu a audiência por cinco minutos e determinou a transferência do debate para outro Plenário, apenas com a participação de parlamentares, debatedores e imprensa.

Fonte: EcoDebate

Transposição do Rio São Francisco: ‘Não há absolutamente nenhum benefício para a população até agora’


Recentemente, o governo federal anunciou que as obras de transposição do Rio São Francisco ficariam prontas até 2015. A promessa veio em meio a denúncias de lentidão nas obras, de sucessivos anúncios de aumento dos custos, de problemas no saneamento do rio e críticas de movimentos sociais sobre a validade da transposição para abastecer as famílias. Confira entrevista de Roberto Malvezzi, o Gogó, da Articulação Popular São Francisco Vivo e da Comissão Pastoral da Terra e pesquisador do tema, ao Portal Minas Livre, sobre a situação atual das obras, das alternativas de convivência com o semiárido e do trabalho da Articulação.

ML – Recentes anúncios do governo prometem que as obras de transposição do São Francisco devem ficar prontas em 2015. Além disso, o custo foi reajustado para R$ 8,2 bilhões, e deve ainda ter novo reajuste. Por que essa demora e por que o aumento dos custos?
RM – São várias as razões para o alongamento do prazo da obra e também de seus custos. A primeira, sem dúvida, é seu gigantismo. São 700 km de canais, que exigem escavamento, revestimentos, túneis, estações de bombeamento, construção de barragens e uma série de outras obras para fazer o seu todo. A segunda é que ela está sendo construída por lotes, 14 ao todo. Cada lote é feito por um consórcio de empresas. Então cada empresa tem seu ritmo e suas exigências, rompendo contratos, não realizando a obra devida, abandonando os canteiros, exigindo novas licitações, exigindo aditivos, o que gera uma descontinuidade total no conjunto. Muitas vezes, quando retornam, todo trecho feito anteriormente precisa ser refeito.

Terceiro – que só soubemos recentemente – a obra começou a ser realizada sem projetos executivos. Isso é tão grave que houve erros até no traçado da obra, como num túnel feito em um lugar quando deveria ter sido feito em outro. Esse último item mostra o açodamento para iniciar a obra, o que para nós só confirma que ela foi mesmo um pagamento eleitoral às empreiteiras, as únicas que ganharam – e estão ganhando – com essa obra gigantesca.

ML – Houve muitas críticas da sociedade ao projeto de transposição. Há alguma participação social na gestão do projeto? Os movimentos e pessoas atingidas são ouvidos?
RM – Não há nenhuma participação da população. Aliás, repete-se toda a práxis das grandes obras do regime militar: povo alheio, obra imposta, más indenizações, relocações da população que tem sua vida mudada e não sabe mais o que fazer da vida, expectativa pela água que lhe foi prometida, assim por diante. Há um certo acompanhamento dessa população, particularmente no Eixo Leste, por parte da Comissão Pastoral da Terra junto aos atingidos. Mas, as ações de resistência são mínimas, já que as populações que tinham que ser relocadas, ao menos a maioria, já foram transferidas.

ML – Quantos trechos da obra já foram inaugurados e o que eles trouxeram de benefícios ou prejuízos para a população?
RM – Inaugurado apenas um, que é o trecho de tomada de água do Eixo Norte, próximo a Cabrobó, feito pelo Exército. Mesmo assim o sistema de bombeamento na captação de água ainda não está instalado. O nível de execução é variado de lote a lote, inclusive alguns tendo que ser refeitos.
O governo deu como concluído cerca de 40% da obra. Olhando a olho nu, achamos que está próximo da realidade, mas o detalhe é que questões mais difíceis, como os túneis para vencer o divisor de água entre Pernambuco e Paraíba, serão demorados e as obras estão muito atrasadas. Além do mais, está óbvio que o governo está investindo mais nas obras da copa do mundo que na Transposição.
Não há absolutamente nenhum benefício para a população até agora.

ML- Como você avalia a declaração de Dilma de que “para cada R$ 1 que colocamos na interligação [do Rio São Francisco], temos que colocar R$ 2 nas outras obras estruturantes articuladas com a obra da interligação”? Como estão as obras de convivência com o semiárido, como a construção de cisternas de placas?
RM – Essa é uma questão chave. A Transposição, embora o marketing diga que vá abastecer 12 milhões de pessoas, na verdade apenas transfere água do São Francisco para os grandes açudes da região receptora, como o Castanhão no Ceará e o Armando Ribeiro no Rio Grande do Norte. Ela não faz a distribuição da água sequer para o meio urbano, muito menos para o meio rural.

Sempre criticamos isso. Então, aos poucos, o governo foi incorporando as críticas. Para fazer essa distribuição, que não estava prevista, é necessário um outro orçamento, ainda não feito. Dilma fala que para fazer as adutoras da distribuição será necessário um outro orçamento que é o dobro da própria Transposição. A verdade é que essa obra foi planejada para grandes interesses econômicos, não para saciar a sede do povo. Como ela está se comprovando longa, cara, inviável, o governo está buscando uma saída honrosa para o atoleiro que se meteu. Pensar em fazer a distribuição dessa água pode ser uma saída inteligente.

Por outro lado, as pequenas obras hídricas, como as cisternas, é que modificaram a relação da população com a seca. Se hoje não existe o genocídio humano de trinta anos atrás, se não há intensas migrações, nem necessidade de “frentes de emergência”, é porque o povo pode beber água e comer onde está, mesmo em meio à seca. A energia que chegou, os poços, as adutoras, as cisternas, as políticas de distribuição de renda, etc., ainda que não tenham resolvido o problema, até porque estamos longe de atingir um nível de difusão satisfatório, ao menos impediram que a tragédia humana voltasse a se repetir.

ML – Houve denúncias recentes de paralisação nas obras de saneamento do Rio no Norte de Minas. Essa situação se observa ao longo da bacia? Qual a realidade do São Francisco hoje?
RM – O saneamento é uma reivindicação da Articulação Popular São Francisco Vivo, num contexto geral de revitalização do rio e sua bacia. De fato, é onde o governo está pondo dinheiro. Outra reivindicação nossa são as adutoras e, premido pela seca, o governo tem feito rapidamente muitas adutoras importantes, como a de Guanambi, saindo do São Francisco e abastecendo aproximadamente 200 mil pessoas. Vamos sair dessa seca terrível mais infraestruturados do que entramos.

Acontece que existe uma promiscuidade histórica entre o dinheiro público e o capital privado. Um gestor da Codevasf nos afirmou pessoalmente que existem muitas empresas ruins, obras mal planejadas, o que acaba em obras inconclusas, desvios, perdas, onde o prejudicado é sempre o público, devido o sumiço do dinheiro público. A situação do saneamento ao longo do vale do São Francisco está nessa base. Por isso, a Articulação está propondo criar núcleos urbanos com a população envolvida para tentar fiscalizar essas obras, tentar fazer com que elas cheguem ao seu termo com qualidade. Não vemos outra possibilidade de efetivar o saneamento, tão necessário, a não ser dessa forma.

ML- O que é a Articulação São Francisco Vivo e como ela atua em relação à transposição do rio?
RM – A Articulação, como já diz o nome, é um conjunto de entidades, povos tradicionais, ONGs, Sindicatos, Pastorais, Igrejas, populações, etc., que decidiu fazer uma atuação conjunta para revitalizar o Rio São Francisco. O lema é: “São Francisco Vivo: Terra, Água, Rio e Povo!”

Tem uma equipe liberada para fazer esse trabalho de Articulação ao longo de todo Vale. São quatro pessoas mais um articulador geral. Porém, o que importa mesmo é o envolvimento dos interessados na vida do rio. E é muita gente.

Sabemos que o gesto profético de Frei Luis Cáppio apontava não só para os problemas da obra da Transposição, mas para o futuro desse rio, desse país, da humanidade. Afinal, que mundo queremos para nós e as próximas gerações? Nossa luta é nossa resposta.

Fonte: EcoDebate

Governo investirá R$ 300 mil para evitar desastres em Angra




Os investimentos do governo para reforçar a segurança nas centrais de energia nuclear de Angra após o acidente ocorrido na central japonesa de Fukushima em 2011 alcançarão R$ 300 milhões até 2016, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais.

Este valor inclui os R$ 26 milhões investidos em no último ano e os R$ 50 milhões que serão gastos ainda neste ano, segundo um comunicado da estatal Eletronuclear, empresa responsável pela operação das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2.

Os investimentos extraordinários estão previstas em um plano de ação elaborado pelo comitê que revisou a segurança das duas usinas após o acidente nuclear de Fukushima, provocado por um terremoto seguido de um tsunami.

O chamado Plano de Resposta a Fukushima inclui 30 estudos e 28 projetos que serão desenvolvidos até 2016 para melhorar a proteção das centrais contra eventualidades, elevar a capacidade de esfriamento dos reatores e reduzir as possíveis consequências radiológicas de um acidente.

As medidas de proteção contra eventualidades de risco, como fortes chuvas, deslizamentos de terras, ondas gigantes e maremotos, propõem a identificação dos impactos que as instalações devem sofrer em consequência destas catástrofes naturais.

Um primeiro estudo sobre as medidas necessárias para prevenir acidentes em caso de tempestades, que são frequentes na região, está em fase de conclusão e contém ações preventivas adicionais em caso de inundações.

A Eletronuclear também se propõe a determinar as condições necessárias para garantir o esfriamento adequado dos reatores em condições extremas, que podem ocorrer pelo corte do fluido elétrico, pela perda da fonte de esfriamento e pelo bloqueio dos canais que introduzem água do mar.

Segundo a empresa, apesar das duas centrais já possuírem recursos para o esfriamento de suas instalações, foram recomendados projetos para “aumentar essa capacidade mediante ao uso de sistemas e de equipamentos fixos e móveis”.

A empresa já está negociando a compra dos equipamentos recomendados e prevê sua instalação até o final deste ano.

O plano também prevê a adoção de medidas adicionais para impedir o vazamento de material radioativo em caso de acidentes.

“Estas medidas foram contratadas com as empresas responsáveis pelos projetos de Angra 1 e Angra 2, e seguem as mesmas soluções adotadas por plantas similares nos Estados Unidos e na Europa”, informou a empresa.

O comitê que revisou a segurança das plantas também recomendou melhorias no plano de emergência externo, sugestões que foram repassadas à Defesa Civil, o órgão que seria responsável por uma possível desapropriação das cidades vizinhas.

Apesar do acidente de Fukushima, o governo mantém seu plano para concluir uma terceira usina nuclear em Angra dos Reis, que terá capacidade de 1.300 megawatts e deverá começar a ser construída em 2015, além da construção de quatro novas centrais em outros estados.

Fonte: Exame.com

RS: incêndio atinge Estação Ecológica do Taim


Um incêndio que já dura mais de 24 horas atinge a Estação Ecológica do Taim, no sul do Rio Grande do Sul. A extensão dos danos e a área atingida ainda não foram determinadas, mas estima-se que as chamas já tenham consumido pelo menos 30 hectares de vegetação.

Responsável pela estação ecológica, o coordenador do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), Henrique Ilha, sobrevoou a região do incêndio na tarde desta quarta-feira (27) a bordo de um helicóptero da Marinha. No final da tarde, ele deve dar mais detalhes sobre o caso.

Às margens da BR-471, rodovia que liga Rio Grande a Santa Vitória do Palmar, é possível avistar uma larga coluna de fumaça. O fogo na reserva teria começada na manhã de terça-feira (26). A principal suspeita é de que teria sido provocado por um raio.

O incêndio está concentrado em uma área de difícil acesso, onde não é possível chegar de carro ou embarcações. Por esse motivo, o Corpo de Bombeiros não foi acionado. A única maneira de combater as chamas é utilizando aviões.

 Duas aeronaves agrícolas de pequeno porte tentam contar o avanço do fogo, despejando cada uma 650 litros de água por voo. Nesta quinta-feira (28), o ICMBio, autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, deve enviar dois aviões com maior capacidade de carga para colaborar na operação.

A reserva do Taim abrange uma área de 34 mil hectares, entre os municípios do Rio Grande e de Santa Vitória do Palmar. A estação fica em uma faixa de terra localizada entre a Lagoa Mirim e o Oceano Atlântico, próximo ao Arroio Chuí, na fronteira do Brasil com o Uruguai.

Criada por decreto em 1986, a estação do Taim é uma 312 unidades de conservação federais geridas pelo ICMBio. É considerada uma das mais importantes reservas, em função da grande biodiversidade que abriga.

No banhado, que constitui a maior parte da vegetação da reserva, vivem várias espécies de animais, como capivaras, ratões, jacarés, tartarugas, entre outras, além de centenas de espécies diferentes de aves.

Em 28 de janeiro de 2008, a reserva foi atingida pelo maior incêndio de sua história. As chamas foram controladas apenas cinco dias depois, após terem consumindo cerca de 4 mil hectares de vegetação da reserva.

Fonte: G1

China quer dobrar número de cidades que monitoram poluição




O governo da China pretende dobrar o número de cidades em que há monitoramento da qualidade do ar e da poluição, informou nesta quarta-feira (27) a agência de notícias AFP.

Nos últimos meses, regiões do país têm registrado níveis de poluentes muito acima do normal e densas nuvens escuras, o que vem causando descontentamento na população. A medida faz parte dos esforços do governo para tentar melhorar as condições ambientais nas cidades.

Fonte: G1

Ação sustentável gera economia




Os últimos três anos foram de economia no Ministério do Meio Ambiente (MMA). Por meio do programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), que incentiva a mudança de atitude no ambiente de trabalho a partir de ações sustentáveis, o ministério conseguiu poupar 22,3 mil unidades de copos descartáveis; 3,8 mil folhas de papel; 3.214 m³ de água e 257.999 kWh de energia elétrica.

Algumas mudanças de hábito têm poupado despesas. É o caso do cafezinho muito comum na rotina de trabalho. Ele também pode ser consumido de forma sustentável. A alternativa é trocar os copos descartáveis pelas xícaras. Os copinhos de café foram reduzidos de 342 mil unidades em 2010, para 319 mil em 2012.

Papel - Outra atividade muito comum no dia-a-dia dos órgãos é a impressão de documentos e materiais. Essa atividade gera um custo alto de utilização de folhas de papel. Mas, é possível reduzir o consumo, por exemplo, imprimindo nos dois lados da folha de papel ou reaproveitando as folhas impressas em apenas um lado para fazer blocos de anotações. No MMA, foi possível poupar 3,8 mil folhas nos últimos três anos.

“A A3P tem justamente a proposta de contribuir para aumentar as atitudes conscientes no trabalho e os novos hábitos adotados também podem ser estendidos para o ambiente familiar”, destaca a gerente de Projeto da A3P do Ministério do Meio Ambiente, Ana Carla de Almeida.

Mudança de hábito – A energia elétrica e a água também estão sendo utilizadas com mais responsabilidade. Em 2012, o consumo de água caiu de 28,3 m³ para 25,3 m³. Já a utilização da energia elétrica reduziu de 3.499.275 kWh (2010) para 3.241.276 kWh (2012). Para Ana Carla Almeida, a economia é fundamental, pois mostra como a A3P atua na mudança da cultura institucional fazendo com que o “servidor-cidadão” passe a ter uma atitude mais consciente e sustentável.

Apagar a luz quando sair da sala, desligar o monitor do computador quando não estiver usando, não exagerar no consumo de água nos banheiros, são exemplos de ações que contribuem para essas reduções. Vale ressaltar que o cálculo de consumo de água e energia elétrica é feito com base no prédio do MMA, que também inclui o Ministério da Cultura, e da outra unidade do Meio Ambiente localizada na Asa Norte.

Ana Carla destaca, ainda, que o consumo desses itens tem sido reduzido desde 2009, quando o MMA realizou reformas. “Isso demonstra a tendência de redução para o consumo consciente”, reforça.

Saiba mais – A Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) incentiva a prática de ações que envolvam mudanças de atitudes nas atividades públicas, investimentos, compras, contratações e serviços prestados. Atualmente, 178 instituições públicas participam do programa.

A A3P também prevê a sensibilização e capacitação dos servidores, além da promoção da melhoria da qualidade de vida no ambiente de trabalho. O programa é dividido em cinco eixos temáticos. Os dados apresentados referem-se aos primeiro eixo que prevê usar os recursos naturais e bens públicos de forma econômica e racional, evitando o desperdício. Isso inclui o uso racional de energia, água e madeira, além do consumo de papel, copos plásticos e outros materiais de expediente.

Fonte: MMA

Catástrofes naturais e humanas custaram US$ 186 bi em 2012




As catástrofes naturais e humanas custaram US$ 186 bilhões em 2012, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela companhia de seguros suíça Swiss Re.

As perdas seguradas chegaram a US$ 77 bilhões, fazendo de 2012 o terceiro ano mais caro na história dos seguros, informou o grupo suíço em um comunicado.

O total é, no entanto, inferior ao de 2011, marcado por um número recorde de terremotos e também pelo tsunami que atingiu a costa do Japão.

Em 2011, as perdas seguradas foram de US$ 126 bilhões, explica o estudo da Swiss Re.

Em 2012, ocorreram importantes catástrofes naturais, sobretudo nos Estados Unidos, onde foram registrados nove dos dez incidentes mais caros do ano.

A fatura total no país foi de US$ 65 bilhões em perdas seguradas.

O furacão Sandy foi a catástrofe mais cara, tanto em termos econômicos (US$ 70 bilhões, mais que o furacão Katrina de 2005) como em custo para as seguradoras (US$ 35 bilhões).

A Itália também viveu em 2012 vários terremotos que provocaram mais de US$ 1,6 bilhão de perdas seguradas, o nível mais alto registrado até agora no país.

Fonte: G1

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